Vítior Hygo (líder do governo na Câmara), propõe qualificar crime de homicídio de vigilantes

Por Hélmiton Prateado

O deputado federal Vitor Hugo (PSL-GO) apresentou Projeto de Lei na Câmara Federal que garante aos vigilantes de empresas privadas o porte de arma de fogo de mesmo calibre das forças de segurança pública estaduais, até mesmo fora do horário de trabalho, e tipifica o assassinato de vigilantes e de parentes como homicídio qualificado.
De acordo com dados da Associação dos Vigilantes e Porteiros do Estado de Goiás (ASVIP), o Estado tem em média 800 mil vigilantes de carteira assinada. No Brasil esse número sobe para 1,7 milhões de profissionais, que colocam suas vidas em risco diariamente. Para o presidente da ASVIP, Assumar da Conceição Borges, a aprovação desse projeto significa proteção para vida desses profissionais. “Nós trabalhamos para proteger o patrimônio e a vida dos outros. Mas a nossa fica sempre em segundo plano e esse projeto garante a nossa proteção pessoal e familiar”, frisou o presidente.
Um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), apontou que vigilantes de empresas de segurança privada são o segundo grupo que mais morre em ataques a banco no País.
Para o deputado, que é líder do governo do Parlamento, esse projeto vem ao encontro do atual e iminente perigo diário que os vigilantes enfrentam devido seu trabalho. “Os calibres atualmente permitidos pela legislação tornam os vigilantes vulneráveis em face dos pesados calibres das armas de fogo que estão na posse de facções criminosas. E por isso devemos proporcionar melhor condição de proteção e principalmente endurecer as penas de crimes cometidos contra esses profissionais,” disse ele.
O projeto de Lei PL 1597/2019, continua em tramitação na Câmara dos Deputados, sujeito a apreciação do plenário.

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