Médico Thiago Campos, diretor técnico do HEJA

Por Hélmiton Prateado

O Hospital Estadual de Jaraguá Dr. Sandino Amorim voltou a ser a referência para a cidade e região, garantindo saúde de forma ampliada e contínua. A região do Vale do São Patrício ficou pequena para a atuação do HEJA, que já recebe pacientes de outros municípios, como Itaberaí, Carmo do Rio Verde, Itapuranga e outros.
Construído em 1990 e administrado pelo Estado, o HEJA ficou até 2017 sob o engessamento da administração pública, quando o contrato de gestão com a Organização Social IBGH foi firmado. Desd e então a realidade tem mudado substancialmente e o ápice foi agora a entrada em funcionamento do centro cirúrgico.
Hoje a unidade realiza cirurgias eletivas de média e baixa complexidade como hérnias, vesículas, apêndice, histerectomias e emergenciais. São realizadas cinco cirurgias por dia durante a semana e previstas 100 intervenções ao mês. O que antes contribuía para aumentar a demanda em hospitais de Goiânia, como HUGO, HUGOL e o Huana, de Anápolis, hoje são feitas todas em Jaraguá.
O médico Breno Leite viveu as duas realidades e atesta que hoje a situação é muito melhor do que estava. “O salto de qualidade que deu a ativação do funcionamento do centro cirúrgico com a contratação de novos profissionais especialistas para atuar nessas cirurgias, tem cumprido a meta de que o hospital realmente funcione de forma regionalizada, atendendo os pacientes do Vale do São Patrício”, frisa.
Breno observa que isso deu nova vida ao hospital, que passou a ter um fluxo de pacientes de Jaraguá, que passam a ter um pronto atendimento de emergência, mas de procedimentos eletivos para os quais existe uma fila gigante a ser demandada na rede pública. Somente pacientes aguardando cirurgia de hérnia a fila é de 10.000 indivíduos de todas as idades.

Sala vermelha tem equipamentos modernos e eficientes

Para o funcionamento pleno o IBGH promoveu uma reforma completa no centro cirúrgico e comprou equipamentos novos e modernos. Somente a autoclave colocada em funcionamento atnede toda a demanda e todo o material recebe esterilização integral com rigorosos testes de qualidade.
O diretor técnico do HEJA, médico Thiago Campos, explica que a atenção integral para os atendimentos tem sido bem visto pela população, que avalia de forma positiva a gestão. Somente consultas clínicas são 3.150 todos os meses e a unidade serve uma grande parte de cidades ao redor.
Aprovação
A dona de casa Eliana Silva esteve essa semana no HEJA acompanhando sua mãe que estava há três anos aguardando a oportunidade para fazer uma cirurgia de hérnia. Ela e a mãe, Eunice Silva de Freitas, moram em Itaberaí, distante cerca de 80 quilômetros e a alegria foi grande quando souberam há cerca de 20 dias que a cirurgia de Eunice estava marcada para Jaraguá.

Eliana Silva de Freitas
Marido de Eliana saboreia seu marmitex

“Ficar aguadando três anos não é brinquedo não. Aqui estamos muito bem tratadas, minha mãe que fez a cirurgia, eu que estou acompanhando e até meu marido que veio ajudar. A comida é muito boa, as enfermeiras são muito humanas no cuidado com a gente, tudo é muito limpo e alegre. Estão de parabéns. Minha cidade é que fica muito para trás com uma saúde sem qualquer atenção do prefeito de Itaberaí”, comenta.
O diretor Thiago Campos revela que um dos destaques do HEJA é a “sala vermelha”, onde os pacientes são estabilizados para dar prosseguimento à terapia. Seja de busca por outra praça de alta complexidade ou mesmo internação na própria unidade. São cinco conjuntos de equipamentos ultra modernos, como desfibriladores, respiradores e outros cuidados. “Tudo para dar maior garantia de eficiência na prestação de saúde para a população”, finaliza.

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