Advogado Enil Neto, presidente da OAB-Prev emite cheque sem fundos e se esconde de oficial de Justiça para não ser executado

Por Hélmiton Prateado

O advogado Enil Henrique de Souza Neto, presidente da OAB Prev Goiás e Tocantins, está sendo executado pela empresa Unigraf, uma gráfica de Anápolis, por um cheque sem fundos que ele emitiu em novembro de 2015 no valor de R$ 4.300,00. A execução tramita no 3º Juizado Especial Cível de Anápolis e a juíza Luciana de Araújo Camapum Ribeiro determinou a expedição de carta precatória para bloquear valores em contas bancárias de Enil Neto ou que seja penhorados bens que forem encontrados como geladeiras, máquinas de lavar, freezeres, televisores, computadores, adornos suntuosos, obras de arte e objetos de luxo como joias e mesmo aparelhos de dvd, videogame ou home-theater.

Cheque emitido por Enil Neto na véspera da eleição da OAB-GO em 2015

 

A “chiquita” foi emitida no dia 25 de novembro como promessa de pagamento à vista para publicação material gráfico de interesse de seu pai, Enil Henrique de Souza Filho, que era candidato à reeleição da presidência da OAB-GO. Enil Neto passou o “borrachudo” para a Unigraf e não se preocupou em conferir se havia saldo suficiente para cobrir sua compensação, mesmo sendo presidente de uma importante instituição da advocacia.
No melhor estilo “casa de ferreiro, espeto de pau”, quem devia se exemplo de ética e cumprimento de suas obrigações considerou ser permitido incorrer em tão grosseiro erro: emitir um cheque sem a devida provisão de fundos e se esquivar de pagar.
Representada pela advogada Gabriele Vaz Vilhena Coelho de Oliveira a Unigraf foi à Justiça para tentar receber o “cheque-camisinha” ou buscar algum bem de valor que cubra o débito. Mesmo sabendo da execução do débito originário do cheque sem fundos o advogado Enil Neto se esquiva do cumprimento e foque da cobrança. No dia 1º de agosto desse ano a juíza determinou que “a parte exequente indique concretamente os bens à penhora” porque até hoje Enil Neto não honrou seu compromisso e ainda foge dos oficiais de Justiça que vão em busca de sua citação.
Tanto que a autora precisou pedir à juíza que determinasse uma “citação por hora certa”. A magistrada negou o pedido, mas mandou que Enil fosse citado no “Diário a Justiça Eletrônico”.
A advogada Gabriele Vaz disse não conseguir entender até hoje como os oficiais de Justiça não conseguem encontrar Enil Neto em seu escritório para citá-lo da execução e a Penhora Bacenjud (Penhora On-line) restou infrutífera porque não foi encontrado nada no nome de Enil Neto. Ela não sabia que o advogado é presidente da OAB-Prev e disse que irá até o endereço da instituição acompanhando os oficiais de Justiça para cumprir a ordem judicial. Na sede da instituição – Av. Olinda, Quadra 4 Lote 2 – Torre I – 14º andar – Salas 1406 a 1412, Park Lozandes – ela e os oficiais são aguardados para cumprir o mandado de citação.
Gabriele Vaz disse que também poderá registrar representação contra Enil Neto por estelionato.
Conheça alguns dos apelidos mais famosos para cheques sem fundos:

Cheque-borracha (ou borrachudo): aquele que bate no banco e quica de volta, como uma bola de borracha.
cheque-caubói: se quem o recebe não sacar rápido, “morre” (fica com o prejuízo).
cheque-boi: o caixa do banco pega e faz “hmmm” – alusão ao mugido do boi.
cheque-procissão: dá uma volta na praça e retorna a quem o apresentou.
cheque-bom filho: “à casa torna” – alusão à parábola do filho pródigo, no Novo Testamento (Lucas, capítulo 15, versículos de 11 a 32).
cheque-bumerangue: alusão ao instrumento de caça em forma de arco, comum na Austrália, que, uma vez arremessado, volta para quem o lançou.
cheque-peixe: aquele que chega ao banco e “nada” – ou seja, não pode ser compensado por falta de fundos na conta de quem o emitiu.
cheque-boemia: “Aqui me tens de regresso” – alusão ao verso da canção “A Volta do Boêmio”, de Adelino Moreira, famosa na interpretação de Nelson Gonçalves.
cheque-pombo correio: é o que é solto na praça e volta ao ponto de partida.
cheque-ping pong: alusão ao movimento de vai e vem da bolinha em uma partida de tênis de mesa.
Cheque-capim: só burro recebe.
Cheque-bailarino: quem o recebe, dança.
Cheque-denorex: parece [bom], mas não é – alusão à campanha publicitária de uma marca de xampu anticaspa, famosa nos anos 80, que dizia: “Parece remédio, mas não é”.

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