Presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos defendeu a intensificação das lutas dos servidores públicos para conter os ataques do Governo Federal
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Por Hélmiton Prateado

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) está tendo participação destacada no Fórum Social Mundial de 2018 que acontece em Salvador, Bahia. O evento começou em Porto Alegre, Rio Grande do Sul em 2001 para contrapor ao Fórum Econômico que se realiza anualmente em Davos, na Suíça. A intervenção da CSPB nesse evento será para chamar a atenção do Brasil e do mundo para as perspectivas do setor para os próximos anos.
“Há muitos temores sobre o que pode se suceder com os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público no Brasil após as reformas que retiraram direitos e que podem comprometer ainda mais tudo o que foi conquistado ao longo das últimas décadas”, frisou o presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos. Ele falou sobre a organização das lutas dos servidores públicos e como a troca de experiências pode ser fundamental para avanços em outros países.
Para João Domingos as restrições que o Governo Federal tem imposto aos servidores públicos comprovam os temores de que a ordem é retirar direitos e reduzir ao mínimo o poder de luta das entidades representativas. “O momento exige uma ação coordenada do movimento sindical em defesa do servidor público. E este é um momento em que os trabalhadores, as trabalhadoras e seus direitos estão sob intenso ataque por parte do governo federal e do atual parlamento e que o Judiciário é uma importante arma que temos para nos livrar das atrocidades que vêm acontecendo em nosso país”, lembrou o presidente.
Outras plenárias do Fórum Social Mundial têm a mesma orientação de encaminhar debates sobre o tema proposto para esse ano: “Povos, Territórios e Movimentos em Resistência”, e o slogan “Resistir é criar, resistir é transformar”. Sua proposta é pensar saídas comuns para a humanidade, numa ótica solidária, democrática e de respeito às diversidades. Será uma importante oportunidade de encontro das várias experiências de resistências que tomam corpo no Brasil e no Mundo, potencializando as estratégias de transformação e a construção de soluções e alternativas.

Fórum Social Mundial propõe reflexão sobre resistência e transformação

O Comitê de entidades brasileiras que idealizou e organizou o primeiro Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre de 25 a 30 de janeiro de 2001 lançou as bases para a continuidade de outros encontros ao redor do mundo, sempre buscando “o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de ideias, a formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo”. Frisaram também estarem empenhadas “na construção de uma sociedade planetária orientada a uma relação fecunda entre os seres humanos e destes com a Terra”.

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