Prefeito de Anápolis, Roberto Naves assina termo de cooperação com entidades filantrópicas. Parceria é retomada 16 anos depois
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Por Hélmiton Prateado

A Prefeitura de Anápolis revigorou o trabalho de apoio e parcerias com instituições filantrópicas da cidade após 16 anos de abandono. O prefeito Roberto Naves comandou a solenidade de assinatura do termo de colaboração nessa terça-feira em evento que contou com a participação de líderes comunitários e dirigentes dessas instituições assistenciais que terão a ajuda da administração municipal.
“Estou à frente da instituição há 20 anos e nunca recebemos esse tipo de ajuda”, disse a coordenadora do Instituto Luz de Jesus, Maria de Fátima Garcêz, durante a assinatura do Termo de Colaboração da Prefeitura com as instituições que realizam a acolhida de crianças de zero a 18 anos, cujos direitos foram violados, e o serviço de república para jovens em transição, de 18 a 21 anos. “O último repasse feito pelo município para as filantrópicas foi há 16 anos. Durante todo esse tempo os recursos recebidos foram apenas do governo federal”, afirmou a diretora de Políticas Públicas de Proteção Social Especial, Eerizânia Freitas.

A coordenadora do Lar e Abrigo Mater Salvatoris, Nilda Moreira, foi além. “Não vou falar somente da colaboração financeira que recebemos agora. Vou falar da colaboração presencial porque desde que o abrigo foi inaugurado, há quase 17 anos, foi a primeira vez que um prefeito nos visitou”, disse, informando também sobre as visitas frequentes da primeira-dama Vivian Albernaz Naves e da secretária municipal de Desenvolvimento Social, Trabalho, Emprego e Renda, Nair Vieira, que também estavam no evento. Opinião compartilhada pelo diretor do Instituto Cristão Evangélico de Goiás (ICEG), Renildo Rodrigues. “Só agora tivemos essa parceria entre a nossa instituição e o poder público municipal”, referindo-se à entidade criada há 65 anos.

Com esse termo de colaboração, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Emprego e Renda, resgata compromissos com as filantrópicas que atuam no Serviço Institucional de Acolhimento de Crianças e Adolescentes e que lidam com menores sob medidas protetivas, tutela judicial, ou que sofreram violação de direitos. “Esses são apenas os três primeiros convênios de muitos que virão”, revelou o prefeito Roberto Naves que também falou sobre o novo marco regulatório para convênios e parcerias cujas regras são mais rigorosas. “É uma alegria firmar essas parcerias. Quando peço celeridade aos meus colaboradores nas ações é justamente pensando em quem está na outra ponta, no caso essas crianças e adolescentes”, destacou.

Repasses
No Termo de Colaboração o valor designado pelo município é de R$ 600 por cada criança ou adolescente, R$ 100 a mais do que é disponibilizado pelo governo federal em convênios como este. Os recursos são repassados mensalmente durante o período de vigência do convênio, que é de um ano, podendo ser prorrogado por igual período.

Inicialmente, serão investidos R$ 42 mil mensais, beneficiando as seguintes entidades: Instituto Cristão Evangélico de Goiás (ICEG), R$ 12 mil para o serviço de acolhimento de crianças e adolescentes de zero a 18 anos e R$ 3 mil para o serviço de república de jovens de 18 a 21 anos; Lar e Abrigo Mater Salvatoris, R$ 12 mil para o serviço de acolhimento de crianças e adolescentes de zero a 18 anos; e Instituto Luz de Jesus, R$ 12 mil para o serviço de acolhimento de crianças e adolescentes de zero a 18 anos e R$ 3 mil para o serviço de república de jovens de 18 a 21 anos.

Também participaram do evento o deputado federal João Campos, o juiz da Infância de Juventude, Carlos Limongi, a promotora Carla Brant, o delegado geral da Polícia Civil em Anápolis, Fábio Vilela, as delegadas Cynthia Alves e Marisleide dos Santos, secretários municipais e demais pessoas ligadas ao setor.

Outras ações
Além da assinatura do Termo de Colaboração, a Prefeitura está sanando problemas deixados pelas gestões anteriores. Mais de R$ 400 mil que não foram utilizados no serviço de acolhimento de crianças e adolescentes pelos últimos governos e estavam sendo devolvidos para a União, foram recuperados. Além disso, um Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público não estava sendo cumprido, o que seria revertido em multa – o que foi evitado.

 

 

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