Estudante de medicina tem bolsa de R$ 7.000,00, mora no Alphaville, casou-se em Vegas e marido tem faturamento milionário com o Estado

Por Hélmiton Prateado

A promotora de Justiça Villis Marra, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, recomendou que a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) suspenda imediatamente a bolsa de estudos integral para a acadêmica de medicina Inddira A. A recomendação faz parte de um inquérito civil público instaurado pela promotora para apurar denúncia de que a aluna de medicina tem padrão de vida elevado e recebe uma bolsa integral do Programa Bolsa Universitária de Goiás.
Segundo a promotora chegou até ela a denúncia de que Inddira vive em regime de união estável com o empresário João Carlos Vicente de Araújo, dono da Rio Negro Engenharia Ltda, que presta serviços na área de pavimentação asfáltica para a Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), com faturamento alto conforme documentos levantados pela Promotoria.

“Ouvimos os interessados e atestamos que a empresa do companheiro da acadêmica de medicina Inddira recebeu nos anos de 2015 e 2016 mais de R$ 1,3 milhão de reais, que eles moram em um sobrado de luxo no condomínio Alphaville e que se casaram em Las Vegas, além de ter propriedades rurais em seu nome e arrendatário de outras”, explicou Villis Marra.
Somente o aluguel do sobrado onde vivem é da casa de R$ 6.000,00 e a bolsa integral que Inddira recebe da OVG é de R$ 7.000,00 para cursar medicina na Universidade Alfredo Nasser (Unifan), em Aparecida de Goiânia.
A promotora frisou em sua recomendação que a lei que regulamenta o Programa Bolsa Universitária exige que o aluno seja “economicamente carente, assim considerado o aluno pertencente a grupo familiar que possua renda bruta mensal de até 6 (seis) salários-mínimos e, no máximo, 1 (um) bem imóvel” e que se destina a atender estudantes carentes, o que não é o caso de Inddira.
“Ela, de fato possui, padrão de vida elevado, com residência, ainda que de aluguel, em um dos mais caros e luxuosos condomínios de Goiânia”. Quando Inddira recebeu a bolsa poderia preencher esses requisitos, mas hoje já não preenche mais, frisou a promotora.
Ao final Villis Marra recomendou que a OVG suspenda imediatamete a bolsa para Inddira Rodrigues Barbosa, que anule ou cancele essa bolsa dentro de 30 dias e que “ealize avaliações periódicas, de preferência anualmente, nos benefícios concedidos, a fim de apurar se os alunos beneficiários ainda mantêm os requisitos necessários a concessão da bolsa universitária”.

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