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Por Hélmiton Prateado

O Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) utiliza máscaras de mergulho, adaptadas a respiradores, no tratamento respiratório de pacientes com a Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus. Trata-se de uma terapia não invasiva que surgiu na Itália e começou a ser desenvolvida no Brasil. O hospital, que é administrado pelo Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), recebeu da Organização Social (OS) 20 máscaras.
Os equipamentos, que são utilizados para mergulho, foram adaptados para utilização em pacientes que possuem síndrome respiratória por Covid-19. Após passarem por testes pelas equipes de fisioterapia e de engenharia do HMAP, os dispositivos apontaram resultados satisfatórios e já estão sendo utilizados em pacientes.
“Recebemos 20 mascaras do IBGH e estamos providenciando os adaptadores. Temos seis unidades completas que foram testadas pela equipe de fisioterapia e pelo serviço de engenharia do hospital. Após os testes, foi utilizado em um paciente e o mesmo relatou maior conforto na face e teve uma boa aceitação por parte dele”, revela Eliene Rosa, coordenadora do setor de fisioterapia e terapia ocupacional do HMAP.
As máscaras são utilizadas em conjunto com aparelho de ventilação não invasiva. O método tem o objetivo de evitar a intubação dos pacientes da Covid-19. O novo método, além de proporcionar aos pacientes melhora dos sintomas, também protege os profissionais que atuam na linha de frente, pois não provoca dispersão de aerossóis no ambiente.
“Esta mascara além de oferecer ao paciente um conforto maior é de grande importância quando se fala de recuperação e manutenção pulmonar, pois a utilização diminui o trabalho muscular e melhora a troca gasosa por recrutamento de alvéolos hipoventilados. Além de manter a segurança da equipe assistencial, pois nela é possível acoplar um filtro HEPA, (Sigla em inglês que siginifica Hight Efficiency Particulate Air, em português quer dizer partículas de ar de alta eficiência) que reduz a dispersão de aerossóis no ambiente”, explica.
No momento, o novo tratamento atende um paciente da unidade. As máscaras são indicadas conforme necessidade do paciente e quadro clínico de cada um. “Na medida em que as máscaras e os adaptadores forem chegando vamos dar início com mais pacientes”, ressalta Eliene. Após uso por 48 horas ou quando apresentar sujidade, elas passam por higienização. O equipamento é de fácil manuseio e pode ser reutilizado por outros pacientes após a higienização.
Referência para tratamento da COVID-19
O Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) é referência no tratamento da Covid-19 em Aparecida. A unidade possui 120 leitos hospitalares exclusivos para tratamento do novo coronavírus.
São 60 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) que estão dispostos em duas salas que atendem protocolos de isolamento. 60 leitos de semi-UTI, todos com pontos de oxigênio, se localizam em uma ala isolada das demais.

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