Compartilhar

O número de comércios não essenciais interditados em Aparecida por descumprir as portarias de isolamento social é duas vezes menor no escalonamento regional, em relação à suspensão total da economia. É o que indica o balanço das fiscalizações divulgado nesta sexta-feira (19) pela Secretaria da Fazenda de Aparecida.
Nesta segunda (15) e terça-feira (16), nos dois primeiros dias do escalonamento regional, 29 comércios foram interditados em Aparecida por descumprir a ordem de fechar. Já nas primeiras 48 horas da suspensão total da economia, nos dias 1º e 2 de março, a equipes de fiscalização tiveram de interditar 62 estabelecimentos que ignoravam a determinação.
Para o secretário de Segurança Pública de Aparecida, Roberto Cândido, o comparativo permite inferir que a adesão das empresas ao escalonamento regional é expressivamente maior em relação à suspensão total, chamada popularmente de lockdown.
“Nesses dois primeiros dias do escalonamento regional, o índice geral de adesão nas macrozonas fechadas foi de quase 100%, ou seja, a maioria absoluta dos comerciantes abre no dia que tem de abrir e fecha no dia que tem de fechar, e sem resistência, vale dizer. Eles já conhecem esse modelo, que funcionou bem no ano passado, e sabem que é a forma mais prática de equilibrar a defesa da vida com o direito ao trabalho”, avalia Cândido.
As equipes da Guarda Civil Municipal; das secretarias da Fazenda, de Planejamento e Regulação Urbana, e de Meio Ambiente e Sustentabilidade; além da Vigilância Sanitária, percorreram centenas de bairros nesta segunda e terça-feira. Nestes dias, segundo a força-tarefa, não foi detectado nenhum estabelecimento descumprindo a determinação de fechar temporariamente mesmo com a macrozona aberta. É o caso, por exemplo, das academias de ginástica, barbearias e lanchonetes, neste caso, para consumo no local.
Além dessas, outras atividades continuam suspensas até que o risco de contágio da covid-19 na cidade diminua. São elas: eventos públicos e privados de qualquer natureza, que envolvam aglomeração de pessoas; cinemas, anfiteatros, museus, bibliotecas e clubes recreativos e assemelhados; academias, atividades de condicionamento físico e ensino esportivo de todas as modalidades; reuniões em áreas comuns de condomínios, inclusive áreas de churrasqueiras, quadras poliesportivas, academias e piscinas; atividades de clubes recreativos e parques aquáticos; e excursões, com finalidade turística ou não, dentre outras.
Na primeira semana de março, quando vigorou a suspensão total das atividades não essenciais, de 410 ações fiscalizatórias, 396 delas foram para interdição cautelar. “Na comparação com a suspensão total da economia, os números deixam muito nítida a convicção de que a adesão da população em geral é muito maior e mais voluntária no escalonamento regional. Esse modelo de isolamento social intermitente, além de mobilizar a coletividade mais facilmente, dá muito mais previsibilidade, que acredito que é o mínimo que todos nós buscamos agora”, finaliza Roberto Cândido.
No modelo de isolamento social intermitente por escalonamento regional adotado por Aparecida desde o dia 15 de março, a cada dia da semana, quatro das dez macrozonas de Aparecida fecham o comércio cumprindo o isolamento social intermitente. No sábado, a partir das 13h, e domingo, o dia todo, a cidade inteira fecha o comércio considerado não essencial.
Qualquer morador pode denunciar estabelecimentos que estejam ignorando a determinação de fechar no dia estabelecido. Os canais para denúncia são os telefones 3545-5992 (WhatsApp), 3545-9999, 3238-7243, 3238-7244, 3238-7245, 3238-7246, 3238-7247 e 3238-6700.
Além das equipes nas ruas e dos disque-denúncia, a fiscalização conta com o recurso das câmeras de videomonitoramento do Gabinete de Gestão Integrada Municipal, que auxilia passando informações dos comércios abertos e também da realização de festas clandestinas e aglomerações em determinados pontos da cidade.

Compartilhar

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here