Sargento Alison Maia havia sido transferido de Calda Novas para Iporá para ser auxiliar de gabinete odontológico

Por Hélmiton Prateado

O desembargador Luiz Eduardo de Souza, do Tribunal de Justiça de Goiás concedeu liminar em Mandado de Segurança determinando a suspensão da transferência do sargento Alison Maia de Caldas Novas para Iporá. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Divino Alves havia editado um decreto transferindo Alison Maia para Iporá, cidade a 400 quilômetros de Caldas Novas, onde ele mora, por perseguição política liderada pelo prefeito cassado Evandro Magal (PP).

Subtenente Luís Cláudio Coelho, presidente da Assego. Irmãos de farda acorreram em defesa de Alison Maia

Após ser cassado à unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral por abuso do poder de informação o prefeito Evandro Magal não se conformou em deixar Alison Maia na cidade, sabendo que nas eleições extemporâneas que vão ocorrer ainda nesse semestre Maia é líder em todas as pesquisas de intenção de voto. Aliado a outros políticos da situação na cidade, Magal pediu e conseguiu que o comando da PM removesse Alison Maia para uma cidade distante para que não incomodasse politicamente seu grupo em Caldas Novas.
Após tomar conhecimento da absurda medida administrativa o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos da PM, subtenente Luís Cláudio Coelho determinou que a assessoria jurídica da Assego impetrasse o mandado de segurança em favor de Alison Maia. “Não podemos aceitar uma injustiça dessas e o uso de instrumentos de política rastejantes assim para impedir a democracia, a vontade popular e os direitos de um profissional de conduta ilibada como é o sargento Maia”, frisou.

Prefeito cassado Evandro Magal fez ingerências políticas para transferir Alison Maia

Em seu relatório o desembargador lembrou que Evandro Magal moveu três sindicâncias contra Maia, “todas elas infrutíferas”. A medida administrativa era tão absurda que um sargento treinado para atuar contra o crime foi designado para servir na função de “auxiliar do gabinete odontológico do município”.
“Na hipótese subexame, identifico os pressupostos autorizadores da liminar postulada, porquanto, aparentemente, o ato administrativo impugnado encontra-se desprovido de adequada fundamentação. Somam-se a isso os evidentes prejuízos emocionais e financeiros que a transferência do impetrante do município de Caldas Novas causará a ele e à sua família”, asseverou o desembargador.
Alison Maia festejou a justa medida concedida a ele e agradeceu a intervenção do presidente da Assego, subtenente Luís Cláudio Coelho. “Nossos irmãos de farda estão sempre presentes para nos socorrer e Deus sempre é justo conosco”, finalizou.
O prefeito Evandro Maga negou que tenha pedido a transferência de Alison Maia e que isso é medida de governo. “Eu não me ocupo desse tipo de coisa”, disse Magal. Ele confirmou ter sido autor das outras três representações feitas no comando da PM e que foram classificadas como “litigância de má fé”.

 

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