Prefeito Evandro Magal e deptuada Magda Mofatto juntos em uma ação de improbidade
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Por Hélmiton Prateado

O promotor de Justiça de Caldas Novas, Pedro Beltrame Benatti, propôs ação civil púbica de improbidade administrativa contra o prefeito da cidade, Evandro Magal (PP), a deputada federal Magda Mofatto (PR) e o deputado estadual Marcos Aurélio Palmerston (PSDB). O objeto da ação é a tentativa de criação de uma faculdade de medicina municipal que seria depois doada para o Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac). Além deles a ação foi movida também em desfavor de Rafael Langhoff [procurador-geral do Município], Joaquim Guilherme e Joaquim Guilherme Filho [intermediadores do instituto e da prefeitura] e José Júlio Lafayette Silveira Martins Rodrigues Pereira, diretor do Imepac.O promotor de Justiça de Caldas Novas, Pedro Beltrame Benatti, propôs ação civil púbica de improbidade administrativa contra o prefeito da cidade, Evandro Magal (PP), a deputada federal Magda Mofatto (PR) e o deputado estadual Marcos Aurélio Palmerston (PSDB). O objeto da ação é a tentativa de criação de uma faculdade de medicina municipal que seria depois doada para o Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac). Além deles a ação foi movida também em desfavor de Rafael Langhoff [procurador-geral do Município], Joaquim Guilherme e Joaquim Guilherme Filho [intermediadores do instituto e da prefeitura] e José Júlio Lafayette Silveira Martins Rodrigues Pereira, diretor do Imepac.De acordo com o inquérito civil público desenvolvido pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público em 2015 o prefeito Evandro Magal foi procurado pela deputada Magda Mofatto com a intenção de criar um curso de medicina na cidade. Como o promotor narrou na ação Magal, com Magda e com o deputado Marquinhos do Privê articularam um plano para levar o intento adiante. A Prefeitura criaria uma instituição para abrigar a faculdade municipal de medicina e com isso fugiria da alçada do Ministério da Educação, a nova instituição de ensino teria até um terreno de no máximo 30.000 metros quadrados, seria cobrada mensalidade dos estudantes e depois a faculdade municipal seria incorporada ao Imepac. Esse Imepac é a instituição mantenedora da Faculdade de Medicina de Araguari-MG. Trata-se de uma instituição privada que “visa lucro”, como frisou o promotor.O então procurador-geral do Município, Rafael Lnghoff, a mando de Magal elaborou uma lei para esse fim. O promotor asseverou que as autoridades iniciaram um “pacote de bondades” para esse fim e que o objetivo era “fazer cortesia com chapéu alheio, algo muito recorrente na administração do prefeito Evandro Magal”. A partir daí os deputados Magda e Marquinhos passaram a posar para fotos com Magal e outros envolvidos no processo dizendo que trariam uma faculdade de medicina para Caldas Novas.O pedido feito para o Conselho Estadual de Educação foi feito pela Prefeitura com aval dos deputados. Esses, por seu turno, fizeram inúmeras gestões junto à presidente do CEE e a relatora para que fosse aprovada a criação da faculdade municipal de medicina. Não contavam com a seriedade da relatora e da presidente do conselho que negaram todos os pedidos, mesmo com forte pressão política. IngenuidadeO promotor citou que houve até uma visita do diretor do Imepac, José Júlio e do procurador-geral do Município, Rafael Langhoff ao MP em janeiro de 2015 em que “relataram ingenuamente que usariam o Município para beneficiar uma faculdade privada”. Rafael chegou a encaminhar e-mail para o MP pedindo ajuda, mas que na verdade serviu para produzir prova contra si mesmo. O promotor Rafael Machado de Oliveira ainda advertiu os dois que o plano não era lícito e que não deveriam leva-lo adiante.Magda Mofatto e Evandro Magal ainda eram aliados políticos nessa época. Hoje estão afastados e um jura que irá destruir o outro politicamente. A deputada e o deputado Marquinhos do Privê sempre iam ao CEE acompanhados do diretor do IMepac, insistindo na permissão oficial. Segundo o MP todos violaram o princípio da impessoalidade ao tentar doar um bem público para uma entidade privada sabendo se tratar de completa ilegalidade. A reportagem tentou ouvir o prefeito Evandro Magal sem sucesso. A deputada Magda Mofatto também tinha seu celular desligado.A íntegra da ação pode ser lida no seguinte link: file:///C:/Users/H%C3%A9lmiton%20Prateado/Downloads/07.07.2017%20-%20Inicial%20Faculdade%20de%20Medicina.pdf

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