Máquina de corte digital Audaces à disposição de confeccionistas de Jaraguá

Por Hélmiton Prateado

O Cotec de Jaraguá (Colegio Tecnológico) está ampliando sua parceria com o Arranjo Produtivo Local (APL) de Confecção e com a Associação dos Confeccionistas de Jaraguá para possibilitar aos industriais da cidade maior comodidade, rapidez e economia em sua linha fabril de confecções. A cidade tem atualmente quase 400 empresas de confecção em operação na cidade mais um sem-número de facções (profissionais terceirizados) que agregam ao plo confeccionista a referência de um dos maiores do Centro-Oeste.
Através de uma bem montada rede de apoio o Cotec tem à disposição dos confeccionistas uma máquina de corte digital que prepara tecidos em larga escala para a linha de costura e acabamento e cujo trabalho secundário também modela e prepara as peças que serão confeccionadas nas linhas de fabricação. Além de rapidez e precisão nas formas prévias de peças fabricadas a máquina Audaces garante uma economia substancial para os industriais, com a garantia de que suas peças moldadas e cortadas no Cotec ficarão protegidas contra espionagem industrial.
O coordenador do Cotec de Jaraguá, Aldinei de Souza Pessoa, explica que a máquina ainda está sub-utilizada pelos industriais da cidade e que quando os confeccionistas descobrirem as vantagens sua produção irá crescer e se converter em bons lucros. “A máquina de corte digital é precisa, segura, dá cortes perfeitos e pode ser usada sem limites pelos industriais da cidade”, explica. Ele lembra que os industriais podem usar a máquina a um custo simbólico de R$ 20,00 a hora de operação, além de custo zero para serviços acessórios como infestação e modelagem.
Infestar, no jargão dos confeccionistas é abrir o rolo de tecido de forma precisa para ser cortado. Mas, antes disso o tecido em suas mais variadas texturas, cores e padrões precisam ser modelados e para isso há outra máquina no Cotec a serviço dos industriais, cujo uso é de custo zero.

Daniel Gonçalves Souza, presidente do APL da Confecção de Jaraguá e Aguimar Miguel Rodrigues (Bolacha), industrial e vice-presidente da Associação dos Confeccionistas de Jaraguá

O presidente do Arranjo Produtivo Local de Confecção de Jaraguá, Daniel Gonçalves Souza, garante que os industriais da cidade ainda não descobriram as imensas vantagens do uso da estrutura do Cotec, principalmente no quesito economia. Ele conta que a máquina representa economia de tecido, tempo e prevenção de perdas que ultrapassam todas as formas conhecidas de economia que os industriais conhecem. “Para se cortar camisetas fora do serviço da máquina Audaces, por exemplo o custo em média fica em torno de R$ 0,50 e feito na Audaces esse custo cai para R$ 0,10 o que é uma economia de 80% na hora de formar o preço da peça”.
Daniel confronta argumentos de alguns industriais que ainda não descobriram as vantagens, alegando que sua produção é pequena para cada tipo de peça e cor de tecido. “Mesmo para pequenas quantidades a vantagem é muito maior do que cortar manualmente, sem falar na precisão do corte, que é um corte reto, muito mais seguro e que praticamente não dá perda para o industrial. Isso dá um resultado melhor para a modelagem”, explica. Durante algum tempo a máquina esteve com o uso parado porque não havia manutenção. Agora que o Cotec foi transferido para a gestão de uma Organização Social a manutenção preventiva está garantida e a máquina ficará sempre em pleno funcionamento. “Precisamos agora é fazer crer aos industriais de que o serviço não vai parar”, frisa. A máquina está ociosa cerca de 80% de sua capacidade e pode funcionar a pleno vapor.
Modelagem
Outro fator de economia e precisão na linha de fabricação é explicada pelo vice-presidente da Associação dos Confeccionistas de Jaraguá, Aguimar Miguel Rodrigues. Bolacha, como é conhecido, lembra que o industrial que precisa manter modelista em sua empresa ou pagar para fazer fora dali tem o risco de seus modelos serem copiados por concorrentes, ao passo que na estrutura do Cotec será de graça com o agravante de que seus modelos ficam protegidos por criptografia e ninguém poderá copiá-los. Ele próprio tem linha própria de confecção de camisas e utiliza os serviços do Cotec. “Em média o confeccionista paga R$ 50,00 para modelar uma linha de fabricação e mais R$ 50,00 para cortar. No Cotec ele não vai pagar modelista, nem o molde, nem impressão do papel e só vai gastar R$ 20,00 por hora da máquina de corte Audaces. Só aí já dá em média R$ 80,00 de economia”, garante.
A desunião dos empresários do setor de confecção pode ser explicada pelo medo de espionagem e de seus modelos serem copiados. “Com o serviço garantido de segurança da linha industrial nós ficamos seguros de que nossos modelos não vão ser copiados”, frisa.
Curso
A coordenadora dos Itegos (Instituto Tecnológico de Goiás) da OS que faz a gestão dos trabalhos de Jaraguá, Margaret Lopes, explica que a parceria vai além da prestação de serviços. “Estamos implantando cursos de qualificação de mão de obra e até de modelagem e corte na máquina Audaces. Serão 21 licenças para esse curso e os interessados podem procurar o Cotec”. Ela lembra ainda que a OS firmou contrato com a fabricante da máquina Audaces para manutenção constante visando não deixar parada nenhum dia, afim de dar maior segurança para os empresários. “Todos podem estar seguros de que a máquina não vai ficar parada nem mesmo um dia sequer”, garante. O Cotec de Jaraguá é vinculado ao Itego Governador Otávio Lage, de Goianésia.
A Prefeitura de Jaraguá, através da Secretaria de Indústria e Comércio, dá suporte logístico e pessoal para o Cotec e incentiva a parceira com os empresários da cidade. O secretário Henrique Bernardes é um dos maiores entusiastas do serviço de aliar inovação tecnológica aos serviços destinados para os industriais.

Margaret Lopes, coordenadoras dos Itegos

O Cotec vai implantar cursos de qualificação em administração, manutenção e conserto de máquinas de costura, inglês básico e informática básica, além de Recursos Humanos.
Aldinei Pessoa, o coordenador do Cotec Jaraguá explica que os industriais podem ir conhecer o processo e se inteirar melhor das vantagens. “Todos serão bem recebidos e receberão todas as explicações necessárias. Não vão pagar para modelar nem imprimir o risco. Também não paga para infestar o tecido (dobrar) e riscar”, finaliza.

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