Evandro Magal: para o MP ele é líder de uma organização criminosa
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Por Hélmiton Prateado

A prisão do prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal e mais oito pessoas em uma operação desencadeada pelo Ministério Público de Goiás será mantida até a próxima segunda-feira, quando vence o decreto de prisão provisória. Então a Justiça poderá, a pedido do MP, prorrogar o decreto, colocar todos em liberdade ou transformar em prisão preventiva.
Evandro Magal é apontado pelos promotores como beneficiário direto e líder de uma organização criminosa especializada em cobrança de propinas e fraudar licitações. “Em resumo, a investigação foca em um grupo que comandava o Executivo, obviamente comandado pelo prefeito, que é o chefe do Executivo, que direcionava algumas licitações para determinadas empresas e algumas delas, inclusive, de pessoas ligadas ao prefeito”, disse Thiago Galindo, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás (MP-GO), em entrevista coletiva.
Os promotores abriram outra linha de investigação em Caldas Novas para apurar possível vazamento de informações sobre as investigações e a operação. Nos últimos dias diretores e funcionários do Grupo Privê percorreram todas as unidades recolhendo documentos, computadores, agendas e outros meios para serem incinerados. “Suspeitamos que eles soubessem da proximidade da operação e teriam destruído provas”, comentou um promotor.
“Apuramos fortes indícios de que o prefeito esteve diretamente ligado a isso, tinha ciência e tinha esse direcionamento”, frisou o promotor Thiago Galindo. Outro membro do MP, Luis Guilherme Gimenes, também integrante do Gaeco, outras irregularidades também são apuradas no âmbito da operação. “Temos indícios de recebimento de vantagens por integrantes do Executivo em troca de atos como, por exemplo, alteração do Plano Diretor da cidade para beneficiar um determinado empreendimento, recebimentos de vantagens pecuniárias ou através de bens para que atos fossem praticados, além de ocultação de bens e lavagem de dinheiro”, frisou.
Na tarde de quinta-feira o vice-prefeito, Fernando Resende, assumiu a Prefeitura que ficou vaga com a prisão de Magal.

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