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Nesta terça-feira, dia 20, às 9 horas, dentro da programação do aniversário de Anápolis, o prefeito Roberto Naves lança um novo Centro Administrativo, no prédio onde seria construído a sede da Câmara Municipal, na praça 31 de julho. São cerca de 6 mil metros quadrados de área construída, três pavimentos reservados para os setores administrativos e espaços como sala multiuso e auditório com 408 lugares.
A obra inacabada da Câmara Municipal tornou-se um problema histórico da cidade, sendo palco de críticas locais e até nacionais, após ter sido embargado pela Justiça em decorrência de inúmeras irregularidades. Diante do investimento de 7 milhões que já foram alocados pela gestão anterior, o prefeito Roberto Naves criou uma comissão para avaliar as possíveis soluções para a obra, por meio de estudos e laudos técnicos, a fim de preservar o erário público.
A arquiteta responsável pela atualização da proposta de layout, Marília Resende, explica que o Palácio Santana, que até recentemente era utilizado como gabinete dos vereadores, será demolido e passa a ser o estacionamento do novo Centro Administrativo. Já a parte da edificação, cujo visual se assemelha a uma pirâmide, foi redefinido e o que antes foi projetado para ser a plenária da Câmara Municipal, após as adequações será um auditório.
Para o prefeito Roberto Naves, além de resolver o problema histórico desta obra que incomoda a população anapolina, em uma das avenidas principais da cidade, o novo prédio irá, ao longo do tempo, gerar economia aos cofres públicos. “Hoje temos prédios alugados para adequar as secretarias, como a de Educação e a de Saúde, que atendem um público que é maior do que o de muitas cidades goianas. Com este novo Centro Administrativo, a economia em aluguel será grande e permanente”, expõe.
Obra abandonada
O antigo prédio da Câmara, que foi orçado em R$ 17 milhões, teve início em maio de 2014 e tinha previsão de entrega para 2016 – mesmo ano em que a obra foi totalmente paralisada. A pressão para a paralisação da obra ocorreu após relatórios de órgãos como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (CREA-GO) e Ministério Público Estadual (MPGO) – por conta de incompatibilidade entre os projetos. Na ocasião, havia 42,6% de obra concluída e já repassado R$ 7 milhões para a empresa responsável. Além da falta de padrão entre o projeto arquitetônico e os complementares, o que acabou levando a erros na obra, faltavam alvará de construção, licença ambiental, projeto do Corpo de Bombeiros, permissão da Celg (hoje Enel), entre outros.

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