Mensagem em que Lorena orienta Patrícia Ribeiro a maquiar nota fiscal e não revelar que impressos eram para campanha de CRF-GO
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Por Hélmiton Prateado

A publicitária Patrícia Ribeiro protocolou na manhã dessa segunda-feira uma interpelação judicial movida contra a presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Goiás (Sinfargo), Lorena Baía e contra o empresário Evandro Tokarski por conta de mensagens veiculadas por eles no aplicativo WhatsApp acusando Patrícia de calúnia e injúria. Patrícia atuou nas campanhas para o Conselho Regional de Farmácia de Goiás nas eleições de 2013 e 2015 quando Lorena e Evandro compunham a chapa vencedora.
Lorena Baía foi acionada pelo Ministério Público por ato de improbidade administrativa acusada de ter usado dinheiro do Sinfargo para custear despesas para essas campanhas. A promotora Villis Marra, inclusive requereu o afastamento de Lorena da presidência do sindicato. Após a ação ser proposta na Justiça Lorena e Evandro afirmaram que as declarações de Patrícia seriam mentirosas e que na verdade teria sido Evandro quem pagou as despesas da chapa que eles apoiaram, integraram e bancaram nas duas eleições. No curso das investigações a promotora Villis Marra intimou Patrícia Ribeiro a prestar depoimento na condição de testemunha. Compromissada a falar somente a verdade ela contou o que ocorreu nas eleições de 2013 e 2015. Entretanto, Lorena Baía e Evandro Tokarski utilizaram das redes sociais para acusar Patrícia de ter “faltado com a verdade” quando narrou os acontecimentos e ainda tentaram denegria a imagem pessoal e profissional dela, por esse motivo ela propôs a interpelação judicial.
“Acontece que em momento algum faltei com a verdade ou com a ética. Para tanto basta que se observe nossas mensagens trocadas via aplicativo do Whatssap e e-mails que podem ser inclusive objeto de perícias caso Vossas Senhorias assim queiram”, frisou Patrícia na interpelação.


A publicitária juntou na petição mensagens trocadas com Evandro Tokarski e com Lorena Baía em que os dois a instruem a orientar as gráficas que realizaram serviços gráficos para as campanhas de suas chapas em 2013 e 2015 a emitirem as faturas para o Sindicato dos Farmacêuticos. Em uma mensagem pelo aplicativo WhatsApp Patrícia pergunta especificamente para Lorena o que deveria colocar na nota. “Criação de material para anotações-blocos de anotação”, responde Lorena.
Em outra troca de mensagens com Patrícia, o empresário Evandro Tokarski orienta a publicitária de que na nota fiscal deveria constar “folder e bloco de anotação” e não poderia “ter referência de eleição de forma alguma”. Ele ainda arremata asseverando sobre o risco e perguntando “entendeu Patrícia”. Evandro conclui determinando que ela remetesse a mensagem para Lorena [Baía], que deveria tomar ciência da conversa ocorrida.

Evandro Tokarski manda não colocar nada sobre eleição na nota fiscal

“Essas mensagens e outras trocas de e-mail servem para derrubar a versão de Lorena Baía e Evandro Tokarski que que teria sido o empresário quem pagou os impressos das duas campanhas para o Conselho Regional de Farmácia”, frisou Patrícia Ribeiro.
A reportagem tentou sem sucesso ouvir a presidente do Sinfargo, Lorena Baía e o empresário Evandro Tokarski.

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