Professora Bia de Lima, presidenta do Sintego, refutou as acusações veiculadas na imprensa e deu transparência da contas do sindicato

Por Hélmiton Prateado

As diretorias Central e Regional do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás se reuniram no último sábado para avaliar as notícias divulgadas em parte da mídia contendo acusações de que a entidade teria patrocinado campanhas eleitorais e participado da arrecadação para pagar a multa imposta pelo Supremo Tribunal Federal ao ex-dirigente do Sintego, Delúbio Soares.
De acordo com a presidente, Bia de Lima, as acusações são infundadas e nenhuma delas ficará “sem resposta e sem ser derrubada” porque a direção tem tranquilidade. “O Ministério Público teve acesso por mais de um mês a toda a nossa contabilidade, acessou nossos arquivos e conferiu toda a papelada. Além disso toda a diretoria abriu mão de seus sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático como forma de dar total transparência de nossos atos para facilitar a elucidação dos fatos”, frisou.
Sobre a acusação de que dinheiro do Sintego teria ajudado a pagar a multa a Delúbio Soares a nota oficial lembrou que dirigentes do sindicato participaram dessa doação por conta própria e doaram de seus proventos pessoais, “jamais com dinheiro do Sintego”, como ressaltou Bia de Lima. Ela lembrou que Delúbio foi professor, fundador do Sintego e prestou relevantes serviços à categoria, mas nem por isso recursos da entidade foram usados para esse fim.
A nota ressaltou ainda que o Sintego conseguiu uma liminar no Tribunal de Justiça de Goiás para poder reaver todos os documentos e equipamentos que estavam no Ministério Público para não prejudicar a rotina administrativa do sindicato.
Veja a nota na íntegra;
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) vem a público, em respeito a seus filiados e filiadas e à sociedade em geral expor os seguintes esclarecimentos:
1 – O Ministério Público de Goiás instaurou inquérito civil público com base em denúncia formulada por uma pessoa nominada Maria José das Silva, numa clara intenção de lançar acusações infundadas, provocar desarmonia e tumultuar o salutar trabalho do Sintego em defesa de seus associados;
2 – A denúncia foi feita por alguém que não tem identidade, endereço, situação civil ou qualquer comprovação de existência e sentido na motivação de acusar. Esta pessoa, cuja existência não se comprova, e na qual está embasada a acusação, diferente das demais denunciantes, não prestou nenhum depoimento pessoal ao MP-GO.
3 – A promotora de Justiça que instaurou o procedimento teve em seu poder por mais de 30 dias computadores, aparelhos eletrônicos, documentos impressos e outras formas de consulta sobre rotinas e protocolos do Sintego. Tal processo foi franqueado pela diretoria do Sintego e todos os seus membros que abriram mão de seus sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático para que a representante do MP averigue tudo o que tiver interesse. Essa transparência integral foi reafirmada nos depoimentos prestados à promotora e disponibilizados para a Justiça em sua plenitude;
4 – O desembargador Carlos Alberto França determinou a restituição de todo o material e equipamentos para o Sintego a pedido da diretoria para que a rotina burocrática do Sintego não seja prejudicada, corroborando a disposição da diretoria de dar total transparência de seus atos;
5 – A diretoria repudia todas as acusações de uso indevido de verbas da entidade sindical e provará isso em juízo, derrubando todas as denúncias feitas de forma vil, rastejante e caluniosa. De igual modo a diretoria lamenta que membros do segmento da educação pública ignorem seus compromissos com a sublime carreira e manipule de maneira ignóbil a instituição ministerial com sua estrutura investigativa e seus integrantes;
6 – Integrantes de outras correntes sindicais derrotados em eleições passada, movidos pelo ódio, fazem uso de expediente deplorável de denunciação caluniosa para cumprir suas decepções eleitorais posto que foram reprovados nas urnas e serão de igual modo na Justiça;
7 – A diretoria reitera que não pratica “atos subversivos”, contrários ao Estado Democrático de Direito ou de improbidade para com os recursos de toda a categoria dos trabalhadores e trabalhadoras da educação em Goiás. A diretoria declara que jamais utilizou qualquer recurso financeiro do sindicato para efetuar doação ao sr. Delúbio Soares ou quem quer que seja. O sindicato não pode ser punido por ter entre seus membros filiados ao PT ou qualquer outro partido político. O Brasil vive um período conturbado de sua história, mas os valores da democracia, do livre associativismo, do livre pensar e da liberdade de expressão não podem ser suplantados em favor do denuncismo, da calúnia e da difamação.
A diretoria do Sintego

 

 

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