Aureli Pereira dos Santos, o Kito: morto porque sabia demais

Por Hélmiton Prateado

Dia 16 desse mês de julho completará um ano do desaparecimento do funcionário da Prefeitura de Caldas Novas Aureli Pereira dos Santos. No dia 30 do mesmo mês seu corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição e uma marca de tiro no peito. Aureli tinha 32 anos, era casado e trabalhava como vigilante na Secretaria de Ação Urbana da Prefeitura.

Após seu corpo ter sido encontrado sua esposa, Celibe Gomes, disse em depoimento à Polícia Civil que na noite do dia 16 foi até a Secretaria onde o marido cumpria seu serviço e não o encontrou. A preocupação foi maior, disse ela, porque ela viu marcas de sangue na cadeira em que ele ficava e ela sabia que o marido estaria armado com uma arma de fogo. Sua moto, o capacete e a jaqueta de couro foram deixados na Secretaria de Ação Urbana, derrubando a possibilidade de latrocínio, porque nada foi levado.

Kito, como era conhecido, foi assassinado e teve a mão direita decepada e a outra estava sem a aliança de casamento. Ele não tinha vícios e era popular no bairro onde morava com a família, além de jogar futebol com os amigos em diversas partidas organizadas nos bairros da cidade.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso e as investigações passaram por quatro delegados diferentes sem que as conclusões apontem para uma qualquer possibilidade de indiciamento. Nem mesmo o carro GM Prisma prata que foi visto entrando no pátio da Secretaria foi localizado pela polícia. As suspeitas é que os ocupantes desse veículo tenham levado Kito após espanca-lo e o levaram para o local onde foi encontrado, após ter sofrido um tiro de misericórdia.

Alguns comentários à época do fato indicaram que poderia ter sido um crime passional. Fontes da Polícia Civil afirmam categoricamente que essa hipótese foi totalmente descartada porque o vigilante estava armado em seu local de trabalho e não iria se entregar de forma facilitada. “Alguém que ele conhecia adentrou ao pátio da Secretaria de Ação Urbana, o rendeu e o matou em seguida”, disse um agente.

“Kito morreu porque sabia demais”, disse o mesmo policial, que já deixou essa investigação e não mais acompanhar o caso. A família quer que as investigações sejam retomadas pela Delegacia Estadual de Homicídios para que não haja qualquer ingerência política para barrar o inquérito e que os responsáveis sejam levados a julgamento para acabar com a sensação de impunidade.

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