William Klein avalia que nos próximos anos haverá uma maior concorrência entre entidades de ensino superior com redução de mensalidades
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Por Hélmiton Prateado

O Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior de Goiás, Semesg, promoveu nessa segunda-feira um workshop para pensar os rumos da educação superior para os próximos anos. O objetivo foi trocar experiências, formular propostas e traçar estratégias com vistas às principais demandas que o setor vai enfrentar nos tempos vindouros.
“Precisamos observar atentamente como o segmento do ensino superior se comporta para caminharmos sempre à frente com segurança e desenvolvimento de excelência”, comentou o presidente do Semesg, professor Jorge Bernardo. O evento teve a participação de dirigentes de entidades de ensino superior em Goiás que buscaram atualizar os conceitos para o setor.
A palestra principal foi proferida pelo professor William Klein, físico licenciado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e CEO da Hoper Educação, empresa de consultoria que atua no segmento de apoio a entidades de ensino superior. O tema central “Mercado educacional, para onde vai?” tomou as atenções e propôs reflexões sobre para onde podem caminhar as faculdades e universidades.
Com a experiência de consultoria na área educacional e a expertise de ter implantado sistemas de educação à distância, gestão de instituições do terceiro setor e gestão de tecnologia da informação, o palestrante buscou abrir os horizontes sobre o setor para os dirigentes.
“Nós estamos há mais de dois anos com uma base de matriculados em um número próximo de oito milhões e que o mercado perguntava se haveria possibilidade de ultrapassar essa barreira. Hoje sabemos que ela não foi transposta e é difícil manter essa base, principalmente porque tivemos mudanças grandes no financiamento estudantil público (Fies)”, explicou.
Uma migração de modalidades de cursos presenciais para à distância ou tele-presenciais tem sido uma vertente que cresceu nos últimos anos, comentou Klein. “O mercado dever ter dificuldade de manter esses números e será cada vez mais concorrencial”, avalia ele. As mensalidades tendem a cair com essa disputa, em sua visão, e isso vai intensificar a concorrência entre as entidades mantenedoras.
Atividades como essa vão se repetir ao longo desse ano, segundo o presidente do Semesg, Jorge Bernardo.

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