Vereador goianiense Romário Policarpo (PTC) puxou seus pares para aprovarem ofício contra a Reforma da Previdência: "Vai ser um desastre para os trabalhadores"
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Por Hélmiton Prateado

O vereador goianiense Romário Policarpo (PTC) angariou parceiros na Câmara Municipal contra a Reforma da Previdência que tramita no Congresso Nacional. Sob sua liderança 35 vereadores assinaram uma mensagem oficial a ser encaminhada para o Congresso Nacional de postura frontalmente contrária à Proposta de Emenda Constitucional PEC-287/2016, que promove a Reforma da Previdência.

Segundo Romário Policarpo é necessária uma posição clara dos representantes da população para que não seja aprovada uma medida que retire tantos direitos já conquistados pelos trabalhadores. “O que está em discussão retira pilares básicos da Previdência Social e altera conquistas históricas que os trabalhadores conseguiram fazer constar da Constituição Federal. Se não nos unirmos agora os prejuízos para toda a população serão incalculáveis e vamos retroagir a leis da época da escravatura no Brasil”. 

Além de conseguir as assinaturas da quase totalidade dos vereadores ele ocupou a tribuna para demonstrar toda a insatisfação que os trabalhadores nutrem contra a medida. Segundo ele há situações já tornadas conquistas consolidadas que o Governo Federal pretende alterar para prejudicar os trabalhadores. “São conquistas como a paridade, integralidade e regras para idade mínima para a aposentadoria que querem alterar sem critério, usando argumentos mentirosos e falaciosos para isto”, explicou Policarpo. 

O ofício dos vereadores cobra transparência dos congressistas no sentido de tornar claro para a sociedade brasileira que será instituída idade mínima de 65 anos para aposentadoria de qualquer cidadão, além de mudanças profundas no pagamento de benefícios para viúvos e viúvas ou outros beneficiários. “Professores e trabalhadores rurais terão seu regime de aposentadoria modificados e todos vão perder muita coisa com essa proposta injusta e que sacrifica ainda mais a sofrida classe trabalhadora”, frisou. 

Romário Policarpo é servidor municipal de carreira, pertencente aos quadros da Guarda Civil Metropolitana e é atualmente o presidente do Sindigoiânia. Ele alia a atuação de líder sindical à atuação legislativa para fortalecer a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores, categoria que representa. A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), entidades de nível nacional a que o Sindigoiânia está ligado, encabeçam a lista dos movimentos contrários à Reforma da Previdência. Policarpo observa que o Governo Federal deixa de informar o grande volume de dívidas de empresas que devem à Previdência e cujo montante é superior a R$ 426 bilhões.

“Empresas como Bradesco, Caixa Econômica Federal, Frigorífico Marfrig, Frigorífico JBS e Vale do Rio Doce devem juntas uma enormidade de dinheiro que não é devidamente cobrado por ineficiência da fiscalização e dos órgãos competentes. Não é justo que o trabalhador pague por isto. Queremos que o governo fiscalize isto com eficácia e não cobre a fatura da sofrida classe trabalhadora”, finaliza.

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